domingo, 21 de março de 2010

Sim :)

Afinal de novo feliz :D

sábado, 20 de março de 2010

Será?

Outra vez feliz?

Esperar para ver.

:)

Grande visita de estudo :D

Porte - "Vem comigo"

(Letra no video)

terça-feira, 9 de março de 2010

Verdadeiro*

Um simples amigo nunca te viu chorar.
Um amigo de verdade tem os ombros molhados pelas tuas lágrimas.

Um simples amigo quer conversar sobre os seus problemas.
Um amigo de verdade procura ajudar-te nos problemas.

Um simples amigo espera que estejas sempre para ele.
Um amigo de verdade espera sempre estar para ti!



sexta-feira, 5 de março de 2010

segunda-feira, 1 de março de 2010

Poema em linha recta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.


Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...


Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,


Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?


Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.


Fernando Pessoa, agora Carlos Nobre (Pacman) tranformou este poema em musica ! Muito bom.

De volta outra vez :)

Estava em casa, sentado no sofá da sala no quentinho, e pensei para mim "porquê que não volto ao blog?". E pronto lá estou eu aqui a escrever este texto :)